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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Manuel da Fonseca

Manuel da Fonseca nasceu em Santiago do Cacém a 15 de outubro de 1911, faz hoje 117 anos. Faleceu a 11 de março de 1993, com 81 anos de idade. Poeta, romancista, contista e cronista, toda a sua obra tem o Alentejo como referência. Quem procurar conhecer um pouco da sociedade alentejana da primeira metade do século XX tem que forçosamente visitar a obra de Manuel da Fonseca. Os romances Cerromaior (1943), Seara de Vento (1958), os contos de Aldeia Nova (1942), Um Anjo no Trapézio (1968), os poemas Planície (1941), Poemas Completos (1958), ou as Crónicas Algarvias (1986) são obras indispensáveis num percurso literário ligado, não só ao neo-realismo, mas ao já mencionado regionalismo alentejano, tão bem retratado num povo que neste tempo sofria as agruras de um regime de ditadura, a juntar à dureza natural da exposição deste território.
Fonte: https://www.comunidadeculturaearte.com/o-alentejo-de-manuel-da-fonseca/

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

40 anos do Poder Local eleito:1976-2016

Cumprem-se hoje quarenta anos sobre a realização das primeiras eleições autárquicas pós 25 de Abril de 1974. 
Passados 40 anos da instituição do Poder Local democrático em Portugal continua o caminho desafiante da capacidade coletiva das populações de resolverem os seus problemas. Mas é também o tempo de olhar o imenso trabalho feito, de rever o presente e projetar os caminhos inspirados do futuro.
Em boa verdade o Poder Local democrático trouxe à grande maioria das terras e lugares as estradas, a eletricidade, o abastecimento de água, o saneamento básico, mas também equipamentos sociais, culturais e desportivos indispensáveis ao desenvolvimento essencial das comunidades e territórios. Contudo estas obras não conseguiram fixar populações no interior de Portugal, criando os empregos sustentáveis e duradouros necessários a uma distribuição mais equilibrada da população no todo nacional.

Por isso os desafios continuam: aprofundar os mecanismos da democracia local e governança (perceber as novas realidades de participação democrática dos cidadãos na vida da sua comunidade), perceber a realidade das freguesias, dignificar o papel dos eleitos locais, mas igualmente dos funcionários da administração local, exigindo destes, naturalmente, maior rigor e transparência das suas decisões. Não menos importante é o desafio de perceber que hoje existe uma realidade de competitividade dos próprios territórios (Municípios/cidades) e que essa competitividade impõe necessariamente uma especialização destes, por um lado, aproveitando as suas forças e oportunidades e deixando de lado aspetos menos diferenciadores. Se envolvermos estes aspetos sublinhados anteriormente chegaremos facilmente à conclusão que a competitividade dos territórios também se manifesta no apoio ao investimento, no relacionamento da administração autárquica com os cidadãos, nas taxas e impostos pagos ou na qualidade ambiental e que a exigência para com as autarquias locais é cada vez mais a de oferecerem qualidade de vida aos seus cidadãos bem para lá dos serviços básicos que foram criando ao longo dos últimos 40 anos e que as infraestruturas ligadas à saúde, ao ensino, ao lazer, ao desenvolvimento económico e à inovação assumem uma importância absolutamente crucial na fixação da população no território.
Por isso o caminho tem que continuar, assumindo novos rumos e qualidades!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Município de Vendas Novas celebra o 54º aniversário

A 7 de Setembro de 1962 foi criado o concelho de Vendas Novas. 
Por isso, celebra hoje o seu 54º aniversário. 
As festas decorrem principalmente na Praça da República e Parada D. Pedro V entre 6 e 11 de Setembro, de acordo com o seguinte programa:


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O Estrela de Vendas Novas está hoje (e sempre) de Parabéns!

"Celebra-se hoje dia 10 de Agosto, mais um aniversário do Estrela Futebol Clube, caminhando a passos largos para o comemoração do primeiro centenário do clube! São 96 anos recheados de vida, de vitórias, de superação de muitas dificuldades e de grandes conquistas!
Um Clube virado para as pessoas, para os sócios, para o sua cidade e concelho, um Clube eclético de trabalho, honestidade e perseverança, com uma missão bem definida: um clube de todos e para todos! Um Clube de futebol mas também e com grande orgulho de atletismo, basquetebol e agora de desporto adaptado, um Clube que tem uma visão para o futuro, um projeto a concretizar e que esse mesmo futuro seja de todos nós!..." retirado do comunicado da Direção em comunicado da Direção em EFC.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Esta cidade

A homenagem à minha cidade, Vendas Novas, que faz hoje 23 anos. Para todos os que lutaram para que este estatuto fosse atingido e depois elevado. Obrigado!


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Catarina

Catarina Eufémia nasceu em Baleizão, no Alentejo, a 13 de fevereiro de 1928. Dedicou a sua vida ao trabalho rural. Durante uma greve, a 19 de maio de 1954, foi baleada por um carajola da Guarda Nacional Republicana. Tinha então 26 anos e carregava ao colo um filho de oito meses, no momento em que é assassinada.
A história de Catarina é uma história de resistência e combate à opressão da ditadura de Salazar e facilmente transformou-se num símbolo da luta dos trabalhadores.


A vida e morte de Catarina Eufémia acabaram eternizadas pela História, cantadas por Zeca Afonso, contadas pelos poemas de Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, José Carlos Ary dos Santos, entre outros.
 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Bento de Jesus Caraça nasceu há 115 anos



Bento de Jesus Caraça nasceu no Alentejo, em Vila Viçosa, a 18 de Abril de 1901, faz hoje precisamente 115 anos. Foi um dos maiores vultos da intelectualidade portuguesa, tantas vezes ignorado ou esquecido.
Na verdade, com ele o universo cultural da matemática portuguesa ganhou uma nova dimensão. Distinto professor universitário impulsionou os estudos de Econometria em Portugal, fundou a “Gazeta da Matemática” e criou o Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia. Fundou igualmente a Universidade Popular Portuguesa e a Biblioteca Cosmos em 1941.
Possui uma obra notável, entre as quais os “Conceitos Fundamentais da Matemática”, obra publicada pela pioneira Biblioteca Cosmos.
Para além de ilustre matemático foi um resistente antifascista e militante comunista. A criação do Estado Novo levou-o a intensificar a actividade política. Lutou pela liberdade e a democracia, nunca abdicando dos seus ideais. Direccionou toda a sua actividade intelectual e cívica para a cultura integral do individuo. Foi um semeador de Cultura e Cidadania. Faleceu em 1948, em Lisboa.

sábado, 16 de abril de 2016

Rovisco Duarte é o novo Chefe de Estado-Maior do Exército

Um "filho adotivo” de Vendas Novas tomou posse ontem como chefe máximo do Exército Português. Felicidades!
A este propósito transcreve-se a nota publicada no facebook institucional do Município de Vendas Novas:

" MUNICÍPIO CONGRATULA-SE COM A NOMEAÇÃO DO GENERAL ROVISCO DUARTE PARA CHEFE DE ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO
O Município de Vendas Novas congratula-se com a nomeação de Frederico José Rovisco Duarte para Chefe de Estado-Maior do Exército, bem como a sua promoção ao posto de General.
Rovisco Duarte nasceu em Alpalhão mas desde 1982, altura em que contraiu matrimónio, que vive em Vendas Novas, cidade onde ainda reside, juntamente com a família.
O seu percurso militar está intimamente ligado à antiga Escola Prática de Artilharia, onde desempenhou vários cargos, entre eles o de Comandante da unidade. É Diretor Honorário da Arma de Artilharia e nessa qualidade cometeu ao Regimento de Artilharia nº 5 a responsabilidade pela herança cultural da Arma de Artilharia.
Como forma de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na unidade militar da cidade, o Município de Vendas Novas atribuiu-lhe, em 2015, a medalha de Mérito Municipal, grau de ouro.
Da sua vida profissional, salientamos o cargo de chefe de gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército, que desempenhou entre fevereiro de 2010 e novembro de 2012, passando em seguida para as funções de diretor coordenador do Estado-Maior do Exército, até setembro de 2013. De outubro desse ano a junho de 2015 foi Comandante da Instrução e Doutrina do Exército e, presentemente, era Inspetor-Geral do Exército. Na European Rapid Operational Force (EUROFOR - Florença, Itália) foi oficial da Repartição de Apoios Táticos (Artilharia e Aviação do Exército). Em junho passado foi condecorado, pelo anterior Presidente da República, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis, na cerimónia do Dia de Portugal.
O Município de Vendas Novas endereça ao General Rovisco Duarte as maiores felicitações e sinceros votos de sucesso."

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dia da minha Cidade

A minha cidade é jovem, faz hoje apenas 22 anos, mas infelizmente com um espírito nem sempre jovem. O dia passou quase vazio da efeméride, excepção a uma nota no facebook institucional do município. Afinal foi apenas mais um "Ordinary Day":


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS!

Para todos um FELIZ NATAL, com uma imagem de Vendas Novas e um poema de Torga.

(fonte:www.cm-vendasnovas.pt)
História Antiga
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.


E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.


Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga, Antologia Poética
Coimbra, Ed. do Autor, 1981 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Solstício de Inverno 2014

(fonte: http://www.lifecooler.com)
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu.
Solstícios: pontos da elíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
(fonte:http://oal.ul.pt/)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cante Alentejano

Para um alentejano, o dia de hoje é de uma enorme alegria e satisfação, mesmo que no Alentejo de que sou originário o cante tenha pouca expressão. Mas o cante tem aquela marca identitária que nos transporta a uma dimensão emocional que não podemos ficar indiferentes.
Pelo que rezam as crónicas, bastaram 5 minutos para a UNESCO aprovar, esta manhã, em Paris, o Cante Alentejano como património cultural imaterial da humanidade.  A representação portuguesa presente na sala da UNESCO abraçou-se emocionada (sem a presença do secretário de Estado da Cultura) e Paris ouviu os alentejanos de Serpa (mas parece que nem tudo correu bem!*).
Às 11h17 em Paris (10h17 em Portugal) a inscrição do Cante Alentejano foi finalmente efectuada na lista do património cultural imaterial da UNESCO, culminando cerca de 15 anos de trabalho, que nesta candidatura teve como promotores a Câmara Municipal de Serpa e a Entidade Regional de Turismo/ Agência de Promoção do Alentejo. 
A candidatura do Cante Alentejano foi considerada “exemplar” pelo órgão de avaliação da UNESCO – cujos membros se declararam “unânimes sobre a qualidade desta candidatura”. Nesta área, o cante é a terceira nomeação portuguesa a ser consagrada internacionalmente pela UNESCO, depois do fado em 2011 (precisamente há 3 anos), e da dieta mediterrânica em 2013 (uma candidatura apresentada em conjunto com Espanha, Marrocos, Itália, Grécia, Chipre e Croácia).

Para o cantor alentejano Vitorino “É de salientar a importância destas duas candidaturas, a do fado e esta”, disse o cantor em declarações ao jornal Público, em Paris, não faltando assim a este significativo momento. “O fado é muito solitário e individual. O cante é uma expressão colectiva – ele implica entre 18 e 30 vozes. É inclusiva. É muito atenta ao movimento social.” Vitorino acredita que o reconhecimento do cante como património da humanidade “vai eternizá-lo”. Vamos pensar que sim, contudo, uma simples classificação sem um trabalho profundo aglutinador de todos os agentes (grupos corais, escolas, autarquias, entidades culturais...) pode valer de muito pouco. O fado fez isso.
Para já, e independentemente da decisão  tomada pela UNESCO, a candidatura criou uma dinâmica regional e local que trouxe uma vitalidade ao cante alentejano, com o aparecimento de novos grupos, muitos deles compostos por jovens, e grande visibilidade mediática inédita. Actualmente existem mais de 150 grupos de cante, por isso, mão à obra, que certamente existem condições para prosseguir as palavras de Vitorino.
* Do Diário do Alentejo On-line, por Paulo Barriga: "Os cantadores de Serpa estão em Paris para subir ao palanque grande da Unesco. Mas vieram de autocarro desde a margem esquerda do Guadiana. Os cantadores de Serpa estão na cidade luz, mas apenas viram a luz da cidade pelas janelas foscas da camioneta. Os cantadores de Serpa são as estrelas da companhia, mas não têm dignidade para serem convidados para a receção que o senhor embaixador dá hoje em sua casa, precisamente a propósito do cante poder vir a ser inscrito na lista do património cultural imaterial da Humanidade. Os cantadores de Serpa dormem num pardieiro a mais de uma hora de Paris, enquanto os convidados do senhor embaixador pernoitem nos hotéis de várias estrelas das zonas “bien” da cidade. Os cantadores de Serpa, todos os cantadores, apenas ficam bem na fotografia, principalmente se nela, na fotografia, couberem os convidados do senhor embaixador e, já agora, ele próprio. De resto, os cantadores, os de Serpa e todos os outros, são um perfeito empecilho quando não estão a cantar ou quando não estão a ser fotografados ao lado daqueles que ainda pensam que são os donos do cante. Quando o cante, já se disse, tem um legítimo detentor: os grupos corais. Que continuam a cantar, mesmo depois de passarem dias inteiros dentro de um autocarro, dormirem num tugúrio ou ficarem à porta do senhor embaixador. É assim a natureza de quem canta. Do fundo do coração"