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segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril de 1974, senha 2

Aos primeiros minutos do dia 25 de Abril de 1974 é dado o segundo sinal, às 0h20 m, quando a canção Grândola, Vila Morena de Zeca Afonso é transmitida pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirma o golpe e marca o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão é Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano. Ao contrário de E Depois do Adeus, que era muito popular por ter vencido o Festival RTP da Canção, Grândola, Vila Morena fora ilegalizada.


 

domingo, 24 de abril de 2016

24 de Abril de 1974, senha 1



No dia 24 de abril de 1974, um grupo de militares de vários regimentos militares desenvolveram uma ação concertada, comandados por Otelo Saraiva de Carvalho que juntamente com outros oficiais ficam instalados secretamente num posto de comando do MFA no quartel da Pontinha, em Lisboa.

Às 22h 55m é transmitida a canção E depois do Adeus, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por João Paulo Diniz. Este é um dos sinais previamente combinados que desencadeia a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado. 


sábado, 2 de abril de 2016

40 anos da Constituição

Nesta data, a 2 de Abril de 1976, os deputados da Assembleia Constituinte, eleitos em 25 de Abril de 1975, aprovaram a Constituição da República Portuguesa (CRP), que por isso faz hoje 40 anos; é a Constituição do actual regime, que embora com todos os "defeitos e feitios", tem por base a liberdade e a democracia...o problema é saber até quando? 

quarta-feira, 16 de março de 2016

16 de Março de 1974 ou Abril a nascer!

«A imagem que ficou na memória dos portugueses sobre a intentona tentada pelo Regimento de Infantaria N. º 5 das Caldas da Rainha no dia 16 de Março de 1974 foi a de uma coluna militar que ficou parada às portas de Lisboa. Ilustrava perfeitamente o golpe militar frustrado, que só teria o seu epílogo a 25 de Abril, e que logo deu origem a uma anedota bastante popular. A de que os camiões com 200 militares que iriam ocupar o Aeroporto de Lisboa teriam parado às portas de Lisboa porque o então presidente da República, Américo Tomás, ameaçou que o primeiro a chegar à capital seria obrigado a casar com a sua filha. (...)

A anteceder o 16 de Março tinham- se verificado mais dois factos políticos que fizeram o presidente do Conselho hesitar: a 22 de fevereiro dera- se o lançamento do livro Portugal e o Futuro, do general Spínola, que defendia uma solução política e não militar para a guerra no Ultramar; a 14 de março, o Governo demitira os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de chefe e vice- chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, devido à ausência no evento em que as chefias militares se solidarizavam com Caetano, numa cerimónia definida como representativa da “Brigada do reumático”.
A demissão dos dois generais espoletou a Intentona das Caldas e criou esse acto militar falhado.»

Dias depois, o "padrinho" explicava-se assim:


sábado, 25 de abril de 2015

A Revolução dos Cravos, o regresso dos militares a Vendas Novas

O regresso dos militares da então Escola Prática de Artilharia (EPA) a Vendas Novas, depois de desempenharem um papel fundamental nas operações do golpe militar de 25 de Abril de 1974 na zona de Almada (Cristo-Rei e Trafaria), constituiu um momento único, simplesmente apoteótico, depois destes mesmos militares já terem vivido um momento similar de agradecimento do Povo de Almada e pelo caminho outros se terem repetido. O regresso a Vendas Novas ocorreu a 27 de Abril de 1974...
Na falta de mais e melhores iniciativas, o registo do video que aqui se apresenta, feito no contexto do projecto de Arquivo de Memória do Município de Vendas Novas, é de assinalar. Apesar de algumas falhas (o registo de imagens não contempla todos os que para ele contribuíram), vale a pena recordar...,quanto mais não seja para evocar um momento esperançoso que, ao contrário do que por aí algumas mentes neo-ditatoriais afirmam, era esperado e desejado pela (mais que) esmagadora maioria do Povo. 

sábado, 4 de abril de 2015

Maia

Salgueiro Maia (1/7/44 - 4/4/92) tornou-se um ícone português em Abril e, também, em Abril partiu, muito cedo, com apenas 47. Nunca é demais recordar esta figura ímpar e tão importante para a nossa vivência colectiva das últimos quatro décadas. 
Eis Maia a dar o nó no saco da ditadura salazarista:


sábado, 13 de setembro de 2014

1 - Outros "setembros"

Regressando a outros "setembros" é oportuno recordar o 9 de Setembro de 1973 e aí fazer uma ponte para a situação actual do país, aqui através da escrita de Andrade da Silva, um dos muitos militares de Abril. Diz ele no seu blogue:

"Em 9 Setembro 1973, Gritámos-mos Militares, em Alcáçovas, (estava lá)- Basta de Guerra e Fascismo! E, de facto, bastava. Hoje, já Basta de  destruição de Portugal, but...
Do vazio, do que não existe, digo:
O que importaria era mudar este sistema politico, social, cultural e moral com o povo, numa perspectiva civilizacional bem diferente das actuais.
A mudança só pode ser baseada, na LIBERDADE, DIGNIDADE HUMANA E DESENVOLVIMENTO, mas...não vai ser possível, antes de mil, um milhão de anos. O mal não é só das direitas, é também de ninguém, dos instalados, por aqui e ali, querer mudar nada, e seguirem num caminho de autoritarismo vertical, e ilusões num só sentido, ou seja, o cultivo dos cemitérios.
Quando os instalados nada querem mudar e outros  50% dos portugueses borrifam-se para tudo e todos, perpetua-se este sistema e antecipa-se um Futuro Trágico, Fatal. Só  gente libertada pode descobrir os novos caminhos da LIBERDADE, DA JUSTIÇA E DA PAZ.
Se não houver povo libertado, não haverá mudança e os monstros fanáticos e extremistas, continuarão a governar o Mundo, ponto. 
O resto é mesmo: ou treta ou fanatismo, ilusório.
andrade da silva "

Ainda no registo do 25 de Abril, dos seus 40 anos e dos contributos para a sua melhor compreensão, merece referência, neste Setembro, o lançamento do livro “A Revolução de Abril – Praças da Armada”, 


um livro “dedicado às Praças, Sargentos e Oficiais da Armada e a todos os Militares em geral que lutaram por um Portugal económico, social e culturalmente desenvolvido. A todos os que continuam a lutar pela dignidade humana e por Abril.
Esta publicação edita também, em primeira mão, os principais documentos do 2º Grande Plenário Geral das Praças das Armada, cerca de 40 anos depois dos principais acontecimentos, cuja compilação tem a coordenação dos próprios protagonistas da CDAP.”

terça-feira, 22 de abril de 2014

Vendas Novas: 40 anos do 25 de Abril

No município de Vendas Novas, as comemorações oficiais dos 40 anos do 25 de Abril de 1974 seguirão o programa seguinte:


Quem preferir comemorar em Lisboa pode consultar um extenso programa no site oficial do município (aqui). Se preferir não atravessar o rio Tejo e ficar por Almada (onde os militares da EPA defenderam o Terreiro do Paço no dia 25 e libertaram depois os presos na Trafaria), o programa está disponível aqui. Outra alternativa mais próxima de Vendas Novas é no vizinho município de Montemor-o-Novo, onde o programa pode ser consultado aqui.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

(1) 25 de Abril: 40 anos

Ao percorrer a comunicação social destes últimos dias é fácil constatar as múltiplas noticias e rubricas sobre os 40 anos do 25 de Abril; confesso não ter visto nada de relevante: comemorações oficiais com programa paupérrimo, conferências, jantares e almoços, reportagens banais, artigos normais, aqui a li com algum aspecto interessante (como este!Rios ao Carmo)...todavia pouco para os 40 anos da Revolução dos Cravos.
Mais inquietante é a apologia do Estado Novo; dos elogios de Durão Barroso ao rigor do ensino no tempo da outra senhora, prontamente rebatidos aquiaqui e aqui, às sondagens feitas à medida sobre a seriedade dos políticos do "antigamente" (só que com estes simples pormenores percebemos melhor a "seriedade" das mesmas).
Voltando à essência do 25; a propósito, que belas imagens disponibilizadas por Alfredo Cunha sobre os acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974. A imagem seguinte, uma das primeiras (ou a primeira!) sobre as movimentações da coluna de Salgueiro Maia no Terreiro do Paço, é bem representativa da luminosidade que acompanharia esse dia:
(fotografia de Alfredo Cunha, do site: www.alfredocunha.com)