Sebastião Artur Cardoso da Gama nasceu em 10 de abril de 1924, em Vila
Nogueira de Azeitão, faz hoje 92 anos, tendo falecido a 7 de fevereiro de 1952, em Lisboa, vitimado por uma tuberculose renal, de que sofria desde a adolescência.
Sebastião da Gama foi um notável professor e um grande poeta português, uma voz pioneira na defesa da Serra da Arrábida.
Em 1999, a Câmara Municipal de Setúbal inaugurou um pequeno museu dedicado ao poeta, em Vila Nogueira de Azeitão. Nesse espaço figuram o espólio literário e numerosos objetos pessoais de
Sebastião da Gama, relacionados com a vida e obra do poeta.
Por isso vale sempre a pena visitar esta simpática vila para admirar esse espaço museológico dedicado ao admirável poeta Sebastião da Gama, para além de degustar as deliciosas tortas de Azeitão e do bom moscatel.
Nesta data, a 2 de Abril de 1976, os deputados da Assembleia Constituinte, eleitos em 25 de Abril de 1975, aprovaram a Constituição da República Portuguesa (CRP), que por isso faz hoje 40 anos; é a Constituição do actual regime, que embora com todos os "defeitos e feitios", tem por base a liberdade e a democracia...o problema é saber até quando?
Hoje partiu uma das iminentes figuras do futebol do Sporting
Club de Portugal, Fernando Mendes (1937-2016), um grande capitão, um grande leão, um grande campeão, que iluminou os relvados por onde jogou, um homem incontornável
no SCP da segunda metade do séc. XX, uma figura que deixará certamente
muita saudade. Até sempre! Aqui fica a evocação a partir do “memorasporting”:
“ Fernando
Mendes nasceu a 15 de Junho de 1937 em Seia, no interior beirão, mas aos 10
anos veio para Lisboa com os seus pais, e desde muito cedo se começou a
destacar dos outros meninos, pela sua habilidade para o futebol.
Esteve
à beira de ir para o Benfica, mas acabou por ser desviado para o Sporting, por
um dos seus irmãos mais velhos, que jogava nos juniores dos Leões, e foi assim
que entrou para os principiantes em 1953.
A 10 de
Fevereiro 1957 estreou-se na primeira categoria frente ao Atlético, em jogo a
contar para o Campeonato, e na época seguinte conquistou o seu primeiro título,
embora ainda jogasse pouco.
Foi a
partir da época de 1958/59 quando a equipa sofreu uma grande renovação, que
conquistou um lugar em definitivo no meio-campo leonino, onde se destacou como
um jogador de boa técnica, mas principalmente pela sua inesgotável
disponibilidade física e grande combatividade, para além do seu grande espírito
de liderança, que o levou à condição de Capitão de equipa após a retirada de
Travassos, numa altura em que tinha apenas 22 anos.
Na
temporada de 1961/62 voltou a ser Campeão, e na época seguinte pagou caro o
atrevimento de ter contestado uma multa aplicada pela Direcção aos jogadores, e
acabou por ser suspenso até ao fim da época, em conjunto com Mário Lino, o que
o impediu de participar na conquista da Taça de Portugal de 1963.
Regressou
em grande no começo da temporada seguinte, em que foi juntamente com Carvalho,
um dos totalistas na histórica campanha que levou o Sporting à conquista da
Taça das Taças de 1964, que teve a honra de levantar como Capitão de equipa. Nessa
altura já era um indiscutível na Selecção Nacional, onde totalizou 21
internacionalizações, a última das quais seria fatal para ele, quando no dia 25
de Abril de 1965, num jogo disputado em Bratislava frente à Checoslováquia,
sofreu uma entrada violenta que o lesionou gravemente num joelho,
arruinando-lhe a carreira quando tinha apenas 27 anos, e impedindo-o de jogar
na fase final do Mundial de 1966, em que Portugal terminou no 3º lugar, embora
tenha feito parte da comitiva por insistência de Otto Glória, como
reconhecimento da sua importância no grupo. Depois de
ser operado e de uma longa e penosa recuperação, ainda tentou voltar, mas nunca
mais foi o mesmo jogador, acabando por abandonar o Sporting com apenas 30 anos.
Foi
então para o estrangeiro onde esteve entre 1969 e 1973, primeiro na África do
Sul como jogador-treinador do Lusitano de Joanesburgo, experiência que
repetiria nos Estados Unidos ao serviço dos Boston Astros.
De
volta a Portugal iniciou a sua carreira de treinador em pequenos clubes, até
que em 1977 regressou ao Sporting para orientar os juniores.
Em
Novembro de 1979 foi chamado para assumir o comando técnico da equipa principal
do Sporting, substituindo o Professor Rodrigues Dias, e aquilo que era
aparentemente uma solução temporária, revelou-se num enorme êxito, pois
Fernando Mendes construiu uma grande equipa, alicerçada num meio-campo à sua
imagem e numa defesa muito forte, deixando o resto à conta dos virtuosos Jordão
e Manuel Fernandes, e levando o Sporting à conquista desse Campeonato.
Em
Dezembro de 1980 foi destituído do comando da equipa, na sequência de um inicio
de época desastroso. Passou então pelo Marítimo. Belenenses, onde iniciou a
temporada de 1983/84, contribuindo assim para a conquista do título da 2ª
Divisão, Farense e Trofense, antes de regressar a casa em 1987, para ser
adjunto de Keith Burkinshaw. Daí para
a frente desempenhou diversas funções no Departamento de Futebol, quer na área
da formação, quer no futebol profissional, tendo sido novamente chamado ao
comando da equipa principal em situações de emergência, nas temporadas de
1995/96 e 2000/01, nunca virando a cara ao seu Sporting,..”
Talvez a razão maior seja esta: ainda
de tenra idade vi a magia de um jogador fenomenal, de outra galáxia, o eterno
número 14, Johan Cruijff (1947-2016); irreverente, por vezes polémico, mas com um
talento invulgar que o coloca no topo dos maiores futebolistas de todos os
tempos; a bola nos seus pés era feliz, nunca se cansava; não era um 7, não era um 8, ou um 10, um 9 ou um 11, era simplesmente o 14; como treinador criou um estilo que vingou em especial no Barcelona e, em parte, no Ajax; soube sempre olhar para a formação e para o público; uma figura à frente do seu tempo, como futebolista ou treinador; partiu hoje, com
quase 69 anos e uma vida cheia...de futebol.
Se hoje "olhassem mais a simplicidade e a beleza do seu futebol", certamente tudo neste desporto seria diferente, acredito que para bem melhor!
Assinala-se hoje, o dia Mundial da Água, sob o lema “melhor água, melhores empregos”, a edição deste ano centra-se nas relações entre a água e a actividade produtiva, num mundo onde 1.5 mil milhões de pessoas trabalham em áreas relacionadas com a captação e distribuição de água.
Para além de um sítio oficial, foi lançado pela ONU uma plataforma interactiva, com vários recursos pedagógicos, que permite explorar as várias profissões em torno deste recurso fundamental, assim como alguns dos problemas associados à sua utilização.
A propósito deste dia continua a válido o post do ano passado sobre os problemas da água.
Há 50 anos as noticias eram estas no então Diário de Lisboa, e que chatice, nem uma nota de rodapé sobre a minha vinda ao mundo!
O Dia Internacional das Florestas celebra-se a 21 de
Março com especial atenção para a sensibilização das diversas populações para a
importância a floresta e as árvores nos sustentam e protegem. Este ano é especialmente
dedicado ao papel fundamental das florestas no abastecimento do nosso planeta
com água doce, que é essencial à vida. Note-se que “as bacias hidrográficas e as zonas húmidas florestadas fornecem 75% da
água doce acessível do mundo e que cerca de um terço das maiores cidades do
mundo obtém uma quantidade significativa da sua água potável diretamente de áreas
protegidas florestadas.”
As florestas são filtros de água naturais e se outra
razão houvesse, essa era suficiente para serem protegidas. Por outro lado, não devemos
esquecer que as alterações climáticas estão a influenciar a disponibilidade dos
recursos hídricos.
Aqui podemos ver como as florestas
contribuem para satisfazer a nossa necessidade de água.
O Dia Mundial da Poesia também se celebra hoje, com José Régio:
Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.