Há 50 anos as noticias eram estas no então Diário de Lisboa, e que chatice, nem uma nota de rodapé sobre a minha vinda ao mundo!
O Dia Internacional das Florestas celebra-se a 21 de
Março com especial atenção para a sensibilização das diversas populações para a
importância a floresta e as árvores nos sustentam e protegem. Este ano é especialmente
dedicado ao papel fundamental das florestas no abastecimento do nosso planeta
com água doce, que é essencial à vida. Note-se que “as bacias hidrográficas e as zonas húmidas florestadas fornecem 75% da
água doce acessível do mundo e que cerca de um terço das maiores cidades do
mundo obtém uma quantidade significativa da sua água potável diretamente de áreas
protegidas florestadas.”
As florestas são filtros de água naturais e se outra
razão houvesse, essa era suficiente para serem protegidas. Por outro lado, não devemos
esquecer que as alterações climáticas estão a influenciar a disponibilidade dos
recursos hídricos.
Aqui podemos ver como as florestas
contribuem para satisfazer a nossa necessidade de água.
O Dia Mundial da Poesia também se celebra hoje, com José Régio:
Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

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