quinta-feira, 31 de março de 2016

Fernando Mendes, um grande capitão

Hoje partiu uma das iminentes figuras do futebol do Sporting Club de Portugal, Fernando Mendes (1937-2016), um grande capitão, um grande leão, um grande campeão, que iluminou os relvados por onde jogou, um homem incontornável no SCP da segunda metade do séc. XX, uma figura que deixará certamente muita saudade. Até sempre! Aqui fica a evocação a partir do “memorasporting”:

“ Fernando Mendes nasceu a 15 de Junho de 1937 em Seia, no interior beirão, mas aos 10 anos veio para Lisboa com os seus pais, e desde muito cedo se começou a destacar dos outros meninos, pela sua habilidade para o futebol.

Esteve à beira de ir para o Benfica, mas acabou por ser desviado para o Sporting, por um dos seus irmãos mais velhos, que jogava nos juniores dos Leões, e foi assim que entrou para os principiantes em 1953.
A 10 de Fevereiro 1957 estreou-se na primeira categoria frente ao Atlético, em jogo a contar para o Campeonato, e na época seguinte conquistou o seu primeiro título, embora ainda jogasse pouco.
Foi a partir da época de 1958/59 quando a equipa sofreu uma grande renovação, que conquistou um lugar em definitivo no meio-campo leonino, onde se destacou como um jogador de boa técnica, mas principalmente pela sua inesgotável disponibilidade física e grande combatividade, para além do seu grande espírito de liderança, que o levou à condição de Capitão de equipa após a retirada de Travassos, numa altura em que tinha apenas 22 anos.
Na temporada de 1961/62 voltou a ser Campeão, e na época seguinte pagou caro o atrevimento de ter contestado uma multa aplicada pela Direcção aos jogadores, e acabou por ser suspenso até ao fim da época, em conjunto com Mário Lino, o que o impediu de participar na conquista da Taça de Portugal de 1963.
Regressou em grande no começo da temporada seguinte, em que foi juntamente com Carvalho, um dos totalistas na histórica campanha que levou o Sporting à conquista da Taça das Taças de 1964, que teve a honra de levantar como Capitão de equipa.
Nessa altura já era um indiscutível na Selecção Nacional, onde totalizou 21 internacionalizações, a última das quais seria fatal para ele, quando no dia 25 de Abril de 1965, num jogo disputado em Bratislava frente à Checoslováquia, sofreu uma entrada violenta que o lesionou gravemente num joelho, arruinando-lhe a carreira quando tinha apenas 27 anos, e impedindo-o de jogar na fase final do Mundial de 1966, em que Portugal terminou no 3º lugar, embora tenha feito parte da comitiva por insistência de Otto Glória, como reconhecimento da sua importância no grupo.
Depois de ser operado e de uma longa e penosa recuperação, ainda tentou voltar, mas nunca mais foi o mesmo jogador, acabando por abandonar o Sporting com apenas 30 anos.
Foi então para o estrangeiro onde esteve entre 1969 e 1973, primeiro na África do Sul como jogador-treinador do Lusitano de Joanesburgo, experiência que repetiria nos Estados Unidos ao serviço dos Boston Astros.
De volta a Portugal iniciou a sua carreira de treinador em pequenos clubes, até que em 1977 regressou ao Sporting para orientar os juniores.
Em Novembro de 1979 foi chamado para assumir o comando técnico da equipa principal do Sporting, substituindo o Professor Rodrigues Dias, e aquilo que era aparentemente uma solução temporária, revelou-se num enorme êxito, pois Fernando Mendes construiu uma grande equipa, alicerçada num meio-campo à sua imagem e numa defesa muito forte, deixando o resto à conta dos virtuosos Jordão e Manuel Fernandes, e levando o Sporting à conquista desse Campeonato.

Em Dezembro de 1980 foi destituído do comando da equipa, na sequência de um inicio de época desastroso. Passou então pelo Marítimo. Belenenses, onde iniciou a temporada de 1983/84, contribuindo assim para a conquista do título da 2ª Divisão, Farense e Trofense, antes de regressar a casa em 1987, para ser adjunto de Keith Burkinshaw.
Daí para a frente desempenhou diversas funções no Departamento de Futebol, quer na área da formação, quer no futebol profissional, tendo sido novamente chamado ao comando da equipa principal em situações de emergência, nas temporadas de 1995/96 e 2000/01, nunca virando a cara ao seu Sporting,..”

quinta-feira, 24 de março de 2016

Johan Cruijff, ou porque gosto de futebol

Porque gosto de futebol? 
Talvez a razão maior seja esta: ainda de tenra idade vi a magia de um jogador fenomenal, de outra galáxia, o eterno número 14, Johan Cruijff (1947-2016); irreverente, por vezes polémico, mas com um talento invulgar que o coloca no topo dos maiores futebolistas de todos os tempos; a bola nos seus pés era feliz, nunca se cansava; não era um 7, não era um 8, ou um 10, um 9 ou um 11, era simplesmente o 14; como treinador criou um estilo que vingou em especial no Barcelona e, em parte, no Ajax; soube sempre olhar para a formação e para o público; uma figura à frente do seu tempo, como futebolista ou treinador; partiu hoje, com quase 69 anos e uma vida cheia...de futebol.

Se hoje "olhassem mais a simplicidade e a beleza do seu futebol", certamente tudo neste desporto seria diferente, acredito que para bem melhor!



A capa de amanhã do L'Équipe diz tudo...

Ainda o agradecimento do FC Barcelona:


e do Ajax aqui,

e ainda...


terça-feira, 22 de março de 2016

22 de Março, Dia Mundial da Água

Assinala-se hoje, o dia Mundial da Água, sob o lema “melhor água, melhores empregos”, a edição deste ano centra-se nas relações entre a água e a actividade produtiva, num mundo onde 1.5 mil milhões de pessoas trabalham em áreas relacionadas com a captação e distribuição de água.

Para além de um sítio oficial, foi lançado pela ONU uma plataforma interactiva, com vários recursos pedagógicos, que permite explorar as várias profissões em torno deste recurso fundamental, assim como alguns dos problemas associados à sua utilização.

A propósito deste dia continua a válido o post do ano passado sobre os problemas da água.

segunda-feira, 21 de março de 2016

21 de Março

Há 50 anos as noticias eram estas no então Diário de Lisboa, e que chatice, nem uma nota de rodapé sobre a minha vinda ao mundo!


O Dia Internacional das Florestas celebra-se a 21 de Março com especial atenção para a sensibilização das diversas populações para a importância a floresta e as árvores nos sustentam e protegem. Este ano é especialmente dedicado ao papel fundamental das florestas no abastecimento do nosso planeta com água doce, que é essencial à vida. Note-se que “as bacias hidrográficas e as zonas húmidas florestadas fornecem 75% da água doce acessível do mundo e que cerca de um terço das maiores cidades do mundo obtém uma quantidade significativa da sua água potável diretamente de áreas protegidas florestadas.”

As florestas são filtros de água naturais e se outra razão houvesse, essa era suficiente para serem protegidas. Por outro lado, não devemos esquecer que as alterações climáticas estão a influenciar a disponibilidade dos recursos hídricos.
Aqui podemos ver como as florestas contribuem para satisfazer a nossa necessidade de água. 

 O Dia Mundial da Poesia também se celebra hoje, com José Régio:
Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava. 

Ai, que lindeza tamanha, 
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo' 

domingo, 20 de março de 2016

A Primavera começou

Hoje, 20 de Março, ocorreu o Equinócio da Primavera, precisamente pelas 04h30m, ou seja, nesse instante começou a Primavera no Hemisfério Norte, a qual prolongar-se-à até ao próximo Solstício (por 92,79 dias) que ocorre no dia 20 de Junho às 23h34m.
 

“Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração, tal é a ideia que permeia a sociedade.” Fonte: http://oal.ul.pt/equinocio-da-primavera-2016/

sexta-feira, 18 de março de 2016

Namoro

E hoje uma belíssima música,



Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse, ela tinha
um sorriso luminoso tão triste tão gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista
nas acácias floridas, na fímbria do mar

Sua pele macia era sumauma
sua pele macia, cheirando a rosas
seus seios laranja, laranja do Loje
eu mandei-lhe essa carta
e ela não disse que não

Mandei-lhe um cartão
que o amigo maninho tipografou
"por ti sofre o meu coração"
num canto "sim", noutro canto "não"
e ela o canto do "não" dobrou

Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete
pedindo e rogando de joelhos na chão
pela Senhora do Cabo, pela Sta Efigénia
me desse a ventura do seu namoro
e ela disse que não

Mandei à Vó Xica, quimbanda da fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço bem forte e seguro
e dele nascesse um amor como o meu
e o feitiço falhou

Andei barbado, sujo e descalço
como um monangamba procuraram por mim
não viu, não viu, não viu o Benjamim
e perdido me deram no morro da Samba

Para me distrair levaram-me ao baile
do Sr. Januário, mas ela lá estava
num canto a rir, contando o meu caso
às moças mais lindas do bairro operário

Tocaram a rumba e dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu
e a malta gritou: "Aí Benjamim!"

Olheia nos olhos, sorriu para mim
pedi-lhe um beijo, la la la la la
e ela disse que sim
e ela disse que sim

quarta-feira, 16 de março de 2016

16 de Março de 1974 ou Abril a nascer!

«A imagem que ficou na memória dos portugueses sobre a intentona tentada pelo Regimento de Infantaria N. º 5 das Caldas da Rainha no dia 16 de Março de 1974 foi a de uma coluna militar que ficou parada às portas de Lisboa. Ilustrava perfeitamente o golpe militar frustrado, que só teria o seu epílogo a 25 de Abril, e que logo deu origem a uma anedota bastante popular. A de que os camiões com 200 militares que iriam ocupar o Aeroporto de Lisboa teriam parado às portas de Lisboa porque o então presidente da República, Américo Tomás, ameaçou que o primeiro a chegar à capital seria obrigado a casar com a sua filha. (...)

A anteceder o 16 de Março tinham- se verificado mais dois factos políticos que fizeram o presidente do Conselho hesitar: a 22 de fevereiro dera- se o lançamento do livro Portugal e o Futuro, do general Spínola, que defendia uma solução política e não militar para a guerra no Ultramar; a 14 de março, o Governo demitira os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de chefe e vice- chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, devido à ausência no evento em que as chefias militares se solidarizavam com Caetano, numa cerimónia definida como representativa da “Brigada do reumático”.
A demissão dos dois generais espoletou a Intentona das Caldas e criou esse acto militar falhado.»

Dias depois, o "padrinho" explicava-se assim:


quarta-feira, 9 de março de 2016

Marafado de Boliqueime, já chega!

«O seu adeus a Belém marca o fim de uma era e, muito provavelmente, o resto de qualquer influência política no futuro do país que desenhou há muito.

Afinal este Portugal que hoje temos, no melhor e no pior, é uma herança sua. Cavaco Silva sempre foi um crente, mas nunca um devoto. Aliou a crença nas privatizações com o papel determinante do Estado como motor da transformação de Portugal. Trouxe os homens do país real para o centro da política, delimitando o poder da célebre linha Estoril-Cascais, que nunca lhe perdoou. Teve sempre demasiadas certezas e poucas dúvidas e foi, por isso, que muitas vezes se perdeu demasiado atrás de um biombo desnecessário. Não surpreende por isso que o homem que teve os portugueses a seus pés abandone Belém sem uma exclamação de agradecimento. Cavaco perdeu-se no seu tempo e talvez tenha deixado de perceber aquele que se foi construindo longe dos muros de Belém. Esta sua solidão final, ainda mais vincada por estes dias em que Marcelo já parecia ser o PR, mostra que a eternidade, na política portuguesa, é efémera. A sua missão acabou há algum tempo. Mas agora é oficial.»
Fernando Sobral

Fonte: Público
«Hoje é o último dia de mandato de Cavaco Silva enquanto Presidente da República. Hoje é um dia bom.
Poderia dedicar linhas sem conta aos 10 anos em que Cavaco esteve à frente do Governo (1985-1995): a suposta vaga modernizadora, que pôs a economia portuguesa nas mãos da finança e da construção, e que destruiu grande parte do aparelho produtivo nacional; o autoritarismo presunçoso, procurando disfarçar a estreiteza de vistas; ou os valores conservadores e atávicos, que toleraram o oportunismo, o novo-riquismo e o tráfico de influências, mas para quem a legalização do aborto ou o reconhecimento das relações entre pessoas do mesmo sexo eram assuntos do diabo.
Não preciso de ir tão longe porque os últimos dez anos dão pano para mangas. O primeiro mandato de Cavaco enquanto PR foi marcado por aquelas relevantíssimas e esclarecedoras intervenções relacionadas com o Estatuto dos Açores, as escutas a Belém e o casamento homossexual. O segundo mandato por uma crescente colagem às posições do governo PSD/CDS, chegando ao cúmulo de alimentar um ambiente de suspeita em torno do processo de formação do governo agora em funções.
Quanto a coerência, é o que se sabe. Enquanto o PS foi governo, Cavaco afirmava que "há limites ao sacrifício que se pode pedir às pessoas". Quando o governo mudou, todos os esforços para satisfazer as exigências de austeridade passaram a ser adequadas.
Aquele que deveria ser o garante máximo da soberania nacional assistiu não só impávido mas até entusiasmado à capitulação do país – apelando, em 2014, a que Portugal se deixasse ficar sob tutela externa durante mais algum tempo (ver Roteiros VIII). 
Já em Fevereiro de 2015, quando a Grécia estava a ser sujeita a uma chantagem sem precedentes das instituições europeias, Cavaco não encontrou melhores palavras do que lembrar os empréstimos portugueses à Grécia, revelando a essência mesquinha,vingativa e preconceituosa da pessoa que sempre foi.
Cavaco Silva poderia ter aproveitado a sua posição para fazer alguma pedagogia sobre a situação do país. Em vez disso, tentou sempre influenciar a acção executiva – de resto, sem eficácia – participando na construção do clima de medo e de chantagem a que fomos sujeitos enquanto povo.
Neste momento seria fácil passar uma esponja sobre o assunto e não pensar mais nesta nódoa que manchou a democracia portuguesa. Prefiro não esquecer. Espero, sinceramente, nunca mais ter de conviver com um Presidente da República assim.
Adeus Cavaco. 
»
Ricardo Paes Mamede

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher


Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adoptado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.

Duas músicas diferentes para assinalar a data, por Kate Bush e Carlos Santana,






sexta-feira, 4 de março de 2016

a ponte caiu...faz 15 anos

"Faz hoje 15 anos que caiu a ponte de Entre-os-Rios. O processo acabou sem nenhum arguido condenado em tribunal. A queda da ponte causou 59 mortes e levou à demissão de vários responsáveis, incluindo o então ministro do Equipamento Social , Jorge Coelho"

"No dia 4 de março de 2001, por volta das 21 horas e 10 minutos, o desabamento do quarto pilar da Ponte Hintze Ribeiro provoca a queda parcial da estrutura do tabuleiro da ponte. Um autocarro com 53 pessoas a bordo e três viaturas ligeiras, com seis ocupantes, são atirados para as águas turbulentas do rio Douro. Cinquenta e nove pessoas perdem a vida”. A descrição é de Pedro Araújo, sociólogo, autor da tese de doutoramento “Um Estado longe de mais. Para uma sociologia com desastres”, premiada como a melhor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra no ano letivo 2013/14. O parágrafo descreve a tragédia com o rigor cirúrgico que se exige de um académico. Mas falta dizer tudo o que lá se passou...
...“Tenho a certeza de que algo como Entre-os-Rios não voltará a acontecer. O Estado aprendeu. Durante a crise houve uma tentativa de aproximação às vítimas, mas a configuração do Estado português não permitiu ir mais longe e, quando as pessoas começaram a interpelar, foi preciso sair rapidamente da cena da crise e as vítimas perderam o estatuto de exceção. Daqui para a frente, tudo será resolvido caso a caso. O Estado profissionalizou-se”, conclui o sociólogo José Manuel Mendes.
Passados 15 anos, a Câmara Municipal de Castelo de Paiva não assinala a data. Jorge Coelho, o ministro responsável pelas infraestruturas do país na altura, foi convidado a estar presente na cerimónia que a Associação dos Familiares das Vítimas realiza hoje. Nunca foi àquela margem. Ficou para a história como o único responsável político a demitir-se na sequência da queda da ponte. Foi dele a promessa de que a “culpa não iria morrer solteira”. Já agradeceu, mas ainda não é desta que lá vai. Os familiares vão rezar numa missa solene em Travanca, concelho de Cinfães, e, à noite, flores serão lançadas ao Douro.Última cena
No interior do país, no alto da encruzilhada, um anjo dourado observa o leito do rio. Nada pode ver, é uma estátua. O país já não olha, passa rápido ao lado na estrada de alcatrão. Quinze anos depois do estrondo, o que está no fundo do Douro? Alguém? 36 fantasmas? Um ministro? Portugal? Areia.
Texto original na edição do EXPRESSO de 27 fevereiro 2016