sábado, 10 de março de 2018

Fonzer, aquele amigo...

Era o segundo domingo do mês de março daquele tremendo ano de 1968, em que o Botas dava as últimas (cairia no verão, mas nem por isso o regime ditatorial) e Soares era deportado para S. Tomé, MLK era assassinado, ocorreria o Maio de 68, os Stones publicavam Beggar's Banquet e os Beatles o Álbum Branco, talvez o melhor de todos, e os Floyd começavam já a despedir-se de Syd e lá para o inicio do verão as temperaturas iriam mesmo subir, subir...
Mas naquele dia 10 de março o mundo não parou, mas tornou-se muito mais feliz e melhor para aquela família que conhecia mais um elemento, no caso um rapaz rechonchudo que fez as delicias de todos. 
Faz hoje precisamente 50 anos, a vida mudaria para muitos, talvez ao longo de anos poucos dariam conta da percussão de proximidade que nos tocou no caminho. Este rapaz fez-nos o favor de glorificar alguns dos momentos mais singulares e complexos das nossas vidas! Por vontade, partiu muito cedo, mas foi intenso enquanto por aqui esteve. Como em 2009, hoje nada sabemos, apenas guardamos a(s) nossa(s) memória(s)!

Peyroteo, uma máquina de fazer golos!

"Num domingo de futebol, a 10 de Março de 1918, nasceu em Angola, um dos avançados mais extraordinários de sempre da história do futebol mundial – Fernando Baptista de Seixas Peyroteo. Em 1937, iniciou-se a lenda de Fernando Peyroteo no Sporting Clube de Portugal: fez o primeiro jogo com a camisola verde-e-branca num particular com o eterno rival SL Benfica onde marcou dois golos na vitória dos leões por 5-3. A estreia oficial ocorreu no mês seguinte, em Outubro diante do Casa Pia, onde também bisou na partida. Os golos acompanharam toda a sua carreira, tornando-o no maior goleador português de todos os tempos com um total de 540 golos em 332 jogos oficiais. Uma verdadeira máquina de fazer golos!

Retirou-se dos relvados com apenas 31 anos. O final foi demasiado prematuro mas Fernando Peyroteo – que faleceu aos 60 anos – conseguiu ganhar o papel de herói imortal na história do futebol mundial com recordes e feitos praticamente inultrapassáveis e que ainda hoje estão em vigor, como por exemplo, o jogador que mais golos marcou num só jogo do Campeonato Nacional das principais ligas europeias (9 contra o Leça, em 1942) e a melhor média mundial (1,6) de golos em jogos do Campeonato Nacional, com um total de 309 golos em 189 jogos. Durante as 12 épocas em que representou o Sporting Clube de Portugal, conquistou 19 títulos oficiais: 6 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal, 8 Campeonatos de Lisboa e 1 Taça Império, sendo apenas superado pelo guarda-redes João Azevedo (23 títulos em 17 épocas) e pelo defesa Manuel Marques (21 títulos em 16 épocas)."
retirado da página oficial do SCP (http://www.sporting.pt/peyroteo)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018

Aí está 2018! Desejamos com tudo BOM!

(fonte: http://thamen.info/voordat-je-het-weet-is-het-2018/)

"Esperar pelo melhor e preparar-se para o pior: eis a regra" - Fernando Pessoa

"Não tenhamos pressa mas não percamos tempo" - José Saramago

"Uma nação só vive porque pensa" - Eça de Queiroz 

"Para viajar basta Existir" - Vergílio Ferreira

"O que importa é partir, Não chegar" - Miguel Torga

"Se me julgas te julgas por julgares" - Agostinho da Silva 

"Põe tudo o que és nas mais pequenas coisas que faças" - Fernando Pessoa

"O destino destina, mas o resto é comigo" - Miguel Torga

"Não queiras saber tudo. Deixa um espaço livre para te saberes a ti"" - Vergílio Ferreira

 "Não me interessa ver original; interessa-me ver verdadeiro" - Agostinho da Silva

"Rescontruir é sempre inventar" - Eça de Queiroz

"Nunca esperei nada da vida. Por isso tenho tanto" - José Saramago

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal 2017


"Férias de Natal" - original pintado por Luigi Callori (APBP - Associação dos Artistas com a boca e o pé, Caldas da Rainha)





quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Inverno 2017

O Inverno começa hoje no Hemisfério Norte.
"Passeio de Inverno" - original pintado com a boca de Geneviève Barbedienne (APBP - Associação dos Artistas que pintam com a boca e o pé, Caldas da Rainha)
"Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 16h 28min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′  5″, atingindo o máximo de fluxo de energia solar (J/m2) no hemisfério sul do planeta.
Produz também um dos dias mais curtos do ano no hemisfério norte: apenas 9h e 27min 4s em Lisboa. O dia 21 é igualmente curto até à casa dos segundos. A duração do dia será de:  9h e 8min em Bragança;  9h e 12min no Porto;  9h e 18min em Coimbra;  9h e 21min em Castelo Branco;  9h e 29min em Évora; 9h e 33min em Ponta Delgada;  9h e 37min em Faro;  10h e 0min no Funchal;
Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2018 às 16h 15min.
Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de afastamento (altura) em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, no movimento de afastamento ao equador, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu."

retirado do Observatório Astronómico de Lisboa (http://oal.ul.pt/solsticio-de-inverno-2017/)

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Zé faz-nos falta!

Emocionalmente tristes, mas sem dramas, hoje estamos todos a olhar o céu, a ver o Zé que também era Pedro.
O Zé era (é) um rock star português, era "um gajo porreiro", "um fixe" como todos dizem, de grande generosidade, educado, agregador, simples no trato, que respeitava cada um como a si próprio, um grande músico, profundo conhecedor da música no mundo e um eterno divulgador de bandas nacionais; um Homem de elevada autoestima, mas de compromissos com os outros, por isso nunca deixou "cair" os Xutos.
O Zé Pedro era "um ser humano de dimensão excecional", que derrubou barreiras e atalhou muitos caminhos; mas o Zé era tudo isso e muito mais, era um ícone de uma geração que cresceu em liberdade, a quem não exigimos nada, apenas que fosse o Zé Pedro com a sua energia e aquele sorriso arrebatador.
A nossa estrela rock maior partiu, depois de remar, remar até à exaustão! o Zé vai fazer-nos muita falta, mas a sua luz brilhará!




sábado, 25 de novembro de 2017

A tragédia das cheias de 1967

Faz esta noite 50 anos (Novembro de 1967), na noite de 25 para 26 abateu-se sobre a região de Lisboa uma tempestade de chuva torrencial. Em alguns locais do distrito, a água chegou a concentrar-se num volume de 170 litros por metro quadrado, e na estação meteorológica da Gago Coutinho, em Lisboa, foram registados 115,6 mm de precipitação num período de apenas 24 horas (cerca de 22% da média anual). O ano até tinha sido relativamente seco e ninguém esperava que a chuva que começou a cair com maior intensidade ao princípio daquela noite fria desembocasse numa tragédia apenas comparável ao Terramoto de 1755. A chuva que caiu sem parar e intensamente durante algumas horas teve origem numa depressão que percorreu todo o Vale do Tejo, afetando tragicamente os concelhos de Loures e de Vila Franca de Xira, mas também Odivelas, Oeiras, Cascais, Lisboa, Arruda ou Alenquer. Milhares de pessoas ficaram desalojadas, inúmeras habitações ficaram destruídas e, diz-se, mais de 700 pessoas terão perdido a vida. Só a povoação de Quintas, próximo de Castanheira do Ribatejo, perdeu 100 dos seus 156 habitantes. Os dados oficiais apontaram para mais de quatrocentas vítimas mortais, mas certamente que o número de mortos foi mais elevado, porque a censura da ditadura de Salazar não deixou passar a verdade e fez com que os jornais parassem de contar os mortos quando a contabilidade passou as primeiras centenas. O que essa noite inequivocamente mostrou foram as condições miseráveis em que viviam grande parte dos portugueses que haviam migrado do interior para a região de Lisboa em procura de melhores condições de vida. Com o êxodo rural do final dos anos 50 e inicio dos 60 do século passado, a região não estava preparada para receber tanta gente, que pacificamente invadiu a periferia da capital, ocupando leitos de cheia, fixando-se em barracas construídas nas margens de ribeiras e rios. Na verdade os portugueses pagavam a primeira grande fatura do abandono dos campos, mas passados 50 anos continuamos a pagar faturas dessa desertificação, agora no interior do país com o drama dos incêndios rurais.
Ficam aqui alguns apontamentos sobre esse momento trágico que definitivamente mudou a perceção de muitos portugueses em relação ao seu país e ao regime que então (des)governava Portugal.