segunda-feira, 13 de junho de 2016

Variações canta Pessoa


Hoje, dia de Santo António, para além do significado religioso e popular, trata-se de uma data de chegadas e partidas. Recordamos Fernando Pessoa e António Variações em a “Canção”:



CANÇÃO, um poema de Fernando Pessoa, no álbum DAR & RECEBER (Portugal, EMI-Valentim de Carvalho, 1984).

Silfos ou gnomos tocam?...
Roçam nos pinheirais
Sombras e bafos leves
De ritmos musicais.

Ondulam como em voltas
De estradas não sei onde
Ou como alguém que entre árvores
Ora se mostra ou esconde.

Forma longínqua e incerta
Do que eu nunca terei...
Mal oiço e quase choro.
Por que choro não sei.

Tão ténue melodia
Que mal sei se ela existe
Ou se é só o crepúsculo,
Os pinhais e eu estar triste.

Mas cessa como uma brisa
Esquece a forma aos seus ais;
E agora não há mais música
Do que a dos pinheirais.

sábado, 11 de junho de 2016

Sons da Primavera

A Primavera caminha rapidamente para o seu término (no hemisfério norte, bem entendido!); entretanto os seus múltiplos sons aparecem e vão, desde a melodia do canto dos pássaros, à música feita por humanos; nestes dias, no parque da cidade do Porto passaram, entre outros, Brian Wilson e o som dos Beach Boys: recordemos alguns bons sons:




domingo, 5 de junho de 2016

Dia Mundial do Ambiente 2016

Assinala-se hoje, 5 de junho, o Dia Mundial do Ambiente, que é promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente. O slogan deste ano, Go Wild for Life, visa sensibilizar a população humana para a problemática da caça furtiva e comércio ilegal de espécies em extinção, e ainda para a necessidade de um compromisso político à escala global com vista à proteção da vida selvagem.
 

Em 2016, Angola foi o país nomeado para sede oficial das celebrações do Dia Mundial do Ambiente. Um dos motivos que levaram à escolha deste país foi o conjunto de ações tomadas para conservar e aumentar a população de elefantes.
Mais informações aqui.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Esta cidade

A homenagem à minha cidade, Vendas Novas, que faz hoje 23 anos. Para todos os que lutaram para que este estatuto fosse atingido e depois elevado. Obrigado!


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Catarina

Catarina Eufémia nasceu em Baleizão, no Alentejo, a 13 de fevereiro de 1928. Dedicou a sua vida ao trabalho rural. Durante uma greve, a 19 de maio de 1954, foi baleada por um carajola da Guarda Nacional Republicana. Tinha então 26 anos e carregava ao colo um filho de oito meses, no momento em que é assassinada.
A história de Catarina é uma história de resistência e combate à opressão da ditadura de Salazar e facilmente transformou-se num símbolo da luta dos trabalhadores.


A vida e morte de Catarina Eufémia acabaram eternizadas pela História, cantadas por Zeca Afonso, contadas pelos poemas de Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, José Carlos Ary dos Santos, entre outros.