quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Enola Gay

Setenta anos é muito tempo, mas não devemos esquecer, nunca!


Enola Gay,
Is mother proud of little boy today
Oh oh, this kiss you give,
It's never ever gonna fade away

Enola Gay,
It shouldn't ever have to end this way
Oh oh Enola Gay,
It should've faded our dreams away

It's 8 : 15,
Oh that's the time that it's always been
We got your message on the radio,
Condition's normal and you're coming home

Enola Gay,
Is mother proud of little boy today
Oh oh, this kiss you give,
It's never ever gonna fade away


Do El País:

A Ponte...

A 6 de Agosto de 1966 era inaugurada a Ponte Lisboa-Almada, sob o nome do ditador do Estado Novo. Com a Revolução de 25 de Abril de 1974 tornou-se um símbolo da liberdade e naturalmente rebaptizada de Ponte 25 de Abril. Faz hoje 49 anos.
(imagem retirada de www.infraestruturasdeportugal.pt)
Em dia de aniversário, a empresa gestora Infraestruturas de Portugal inaugura uma exposição sobre a Ponte, com o texto que aqui se reproduz (http://www.infraestruturasdeportugal.pt/centro-de-imprensa/ponte-que-nos-liga).
"A 6 de agosto de 2015 esta obra emblemática comemora 49 anos. Como tal, a efeméride não poderia passar despercebida.
A Ponte que nos liga” estará patente na Estação Ferroviária do Cais do Sodré, entre 6 e 14 de agosto. Sendo itinerante, esta mostra pode depois ser visitada, de 14 de agosto a 4 de setembro, na Estação de Santa Apolónia, de 4 a 30 de setembro, na Estação de Roma-Areeiro, e de 30 de setembro a 20 de outubro, na Estação de Lisboa-Oriente.
A Ponte sobre o Tejo foi inaugurada a 6 de agosto de 1966 com o nome ‘Ponte Salazar’ e, após a Revolução de 1974, foi rebatizada como ‘Ponte 25 de Abril’. Ligou a margem direita e a margem esquerda do rio Tejo e tornou-se símbolo.
Obra maior de engenharia, lugar de pendularidade, de radicalização da transformação do território, de  produção do urbano, de contestação, de fruição.
Muito mais que paisagem que a vista abarca, é lugar de observação.
A Ponte que nos liga é elemento da essência da cidade e faz do Tejo um rio habitado. Como qualquer ponte rodoferroviária que atravessa um rio em meio urbano, a Ponte 25 de Abril liga margens, territórios, bens e pessoas. O seu caráter, contudo, vem da grandeza da obra de engenharia, do trabalho de quem a construiu, da estética que embeleza a paisagem,  da energia que dela emana.
A exposição comemorativa do 49.º aniversário da Ponte 25 de Abril, que conta com o apoio da JCDecaux, revisita as datas que marcam a sua história, mas centra-se no registo iconográfico da sua construção. 
Ao longo dos últimos 49 anos, esta  emblemática infraestrutura adaptou-se e respondeu às necessidades de mobilidade urbana, acompanhando o processo de metropolização a sul. Em 2016 comemora-se o seu 50.º Aniversário. Nesta data, como antes, um postal ilustrado das cidades de Almada e Lisboa não viverá sem o seu rio e sem a sua Ponte.
Ponte 25 de Abril – Uma Ponte e tantos destinos"

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A Rádio chega aos 80

A Rádio em Portugal faz hoje 80 anos. A então Emissora Nacional surgiu em 1935, com o inicio do Estado Novo e na plenitude da ditadura de A.Salazar. 

Sem nenhuma espécie de saudosismos, uma viagem pela antigamente com Vasco Santana, num registo dos anos 40:



E pelos dias de hoje, a magia continua...

E a música da efeméride:


Obs: A evocação do nascimento da Rádio é certamente mais acolhedor do que a recordação do trágico (um dos tristes momentos da História de Portugal) acontecimento do dia 4 de Agosto de 1578, a Batalha de Alcácer-Quibir e a morte de D. Sebastião.

sábado, 1 de agosto de 2015

1º de Agosto

O 1º de Agosto na versão dos Xutos & Pontapés, aqui com um video de um programa do Júlio Isidro, no registo áudio do mítico RRV (de acordo com o autor!).

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Para não esquecermos...

Divida

 “Portugal agrava défice da balança corrente para 440 milhões” 

“…Portugal vai gastar este ano 8.836 milhões de euros com juros da dívida pública. A factura com juros corresponde a 5% do PIB, o que faz de Portugal o país da União Europeia (EU) que mais gasta com juros em percentagem do PIB…”

Emigração
“…Em 2013, terão entrado nos países de destino pelo menos 110 mil portugueses, quase três vezes mais do que em 2001 (cerca de 40.000). Entre 2012 e 2013, a população residente em Portugal diminuiu 0,5%...”
BPN
“Factura com o BPN subiu 485 milhões de euros em 2014. Tribunal de Contas contabiliza 2691 milhões de euros de custos para o Estado com o BPN”
Que apertar o cinto e fazer sacrifícios significa:



E para rematar, alguns números de uma dura realidade:
- O nível de vida dos portugueses recuou, em 2013, para valores de 1990, ficando 25% abaixo da média europeia, dados revelados pelo estudo "Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspectivas", coordenado pelo economista Augusto Mateus, antigo ministro da Economia (1996-97) e secretário de Estado da Indústria (1995-96) no Governo PS liderado por António Guterres. O documento, divulgado recentemente, mostra que desde a integração europeia o peso da indústria caiu cerca de 10%, enquanto a contribuição da agricultura para a riqueza nacional passou de 8%, em 1986, para apenas 2% nos dias de hoje. 
- Este estudo dá ainda conta da degradação das condições de trabalho, com o número de precários (calcula-se 700 mil) a aumentar 50% em relação a 1986. Em termos de precariedade Portugal apresenta assim a terceira taxa mais elevada da União Europeia.
- Já no que diz respeito à emigração, Portugal ocupa o primeiro lugar, com mais de 5 milhões de portugueses espalhados pelo mundo. 
- O declínio económico também se traduziu no decréscimo e envelhecimento da população. Se em 1986, Portugal comportava 23 % de jovens e 12 % de idosos, hoje, os jovens são menos de 15 % e os idosos já representam já 25% da população.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Nestes dias quentes, a frescura de uma reflexão

Por estes dias ouvimos muito falar da Europa, Grécia,..as opiniões são quase todas alinhadas pela espuma do que a "pseudo-elite comentarista" nos diz. Mas sempre existe alguém que pensa para além do que vamos assistindo. Bem à frente do tempo que vivemos, JPP (José Pacheco Pereira) reflecte como poucos sobre "os dias de lixo(não é o único, certamente!). O texto que publicou na última edição da revista Sábado (e no seu blogue Abrupto) é disso um bom exemplo. Pelo significado aqui fica um pequeno extracto (os sublinhados são da minha autoria):

"MORAL
O tempo mostrará como a pior herança destes dias de lixo que vivemos já há vários anos será de carácter moral. Moral de moral social, cultural e política, atingida no seu cerne pela emergência de uma forma de egoísmo social que se materializa em profundas divisões entre diferentes grupos na sociedade e pela tendência de se ser egoísta olhando para o lado, para o vizinho, ou para os pais dos colegas do filho na escola, ou para o companheiro de trabalho, para a mesa do café do lado, para o que recebe mais 10 euros do que eu, em vez de se olhar para cima, para o exercício do poder e para as suas opções. Lá em cima, agradece-se.

Populismo 
Este populismo egoísta, que atinge as pessoas e as nações, tem sido incentivado pelo discurso do poder e ao fortalecer um populismo que é sempre anti-sistema, isola o poder da competição democrática, estiola as alternativas e tende a perpetuar -se. São cada vez menos, mas cada vez mais poderosos
Uma das razões de sucesso desta imoralidade triunfante é que ela fornece uma panaceia para o ego ofendido de muita gente. Convencidos de que não podem mudar nada – não há alternativa –, o vizinho serve de bode expiatório. Num país (ou numa Europa) atingido por uma anomia profunda – resultado entre outras coisas do apagamento das diferenças históricas entre uma direita de interesses e uma esquerda que de há muito soçobrou aos mesmos interesses, e refiro-me aos socialistas cujo papel na castração da acção colectiva é enorme –, o que hoje se está a dividir, dificilmente se juntará. ..."

Ler o artigo completo aqui.