Nos 55 anos da famosa fuga de Peniche, um documentário já com alguns anos:
O Forte de Peniche alberga muitas histórias que são parte da história da resistência à ditadura fascista do Estado Novo. Merece especial referência a fuga de 3 de Janeiro de 1960 que devolveu à liberdade e à luta dez destacados dirigentes e militantes do PCP: Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério Carvalho e Francisco Martins Rodrigues.
De acordo com o testemunho de Carlos Costa e Jaime Serra, ..."a história não os deixa esquecer, parou, frente ao Forte, um carro com o porta-bagagens aberto. Era o sinal de que, do exterior, estava tudo a postos. Quem deu o sinal foi Rogério Paulo, actor, já falecido. Dado e recebido o sinal, no interior do Forte dá-se início à acção planeada. Segundo relataram, o carcereiro foi neutralizado com uma anestesia e com a ajuda de uma sentinela – José Alves – integrado na organização da fuga. Os fugitivos passaram, então, sem serem notados, a parte mais exposta do percurso. Estando no piso superior, desceram para o piso de baixo por uma árvore. Daí correm para a muralha exterior para descerem, um a um, através de uma corda feita de lençóis para o fosso exterior do forte. Tiveram ainda que saltar um muro para chegar à vila, onde estavam à espera os automóveis que os haviam de transportar para as casas clandestinas onde deveriam passar a noite. Esta fuga, segundo contaram, só foi possível graças a um planeamento muito rigoroso e uma grande coordenação entre o exterior e o interior da prisão. De fora, a ajuda partiu de Pires Jorge e António Dias Lourenço, com a ajuda de Octávio Pato, Rui Perdigão e Rogério Paulo.
E Amália a cantar um fado, proibido pela censura pela sua "associação" à fuga de Peniche.
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