segunda-feira, 14 de julho de 2014

E (a)final...

O Mundial 2014 terminou. Não foi tão mau como alguns vaticinaram, nem foi tão bom como agora outros apregoam. E na final ganhou... a Alemanha! de forma justa, pois nenhuma outra selecção evidenciou uma performance desportiva ao nível desta Alemanha, que à sua já reconhecida organização, rigor, competência, juntou talento. Sem o talento de Neuer, Lahm, Kroos, Gotze ou Muller provavelmente não seriam campeões.
(fonte: http://www.spiegel.de/international/)
O famoso avançado inglês Gary Lineker disse, um dia, qualquer coisa parecido com isto: o futebol são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha; Ora se olharmos para a estatística, definitivamente não é assim; de facto a Alemanha nem sempre ganha, aliás não era campeã do Mundo há 24 anos, já perdeu 4 finais e vai a caminho da vintena de anos sem ganhar o campeonato da Europa. O que realmente Lineker se referia é que a selecção Alemã de futebol é sempre muito rigorosa e competente, por isso chega quase sempre ao topo das classificações, meias finais e finais, mas na verdade nem sempre ganha, porque para vencer neste tipo de competições é preciso juntar o talento. E este ano, para além da preparação física e mental como equipa e do seu sentido colectivo, rigor táctico e capacidade competitiva, esta selecção tem talento(s) e foi justamente a vencedora. Como em outras situações da vida, no desporto para se vencer muitas vezes é indispensável muito trabalho, mas sem talento torna-se mais difícil atingir o êxito!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sophia

A Forma JustaSei que seria possível construir o mundo justo 
As cidades poderiam ser claras e lavadas 
Pelo canto dos espaços e das fontes 
O céu o mar e a terra estão prontos 
A saciar a nossa fome do terrestre 
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia 
Cada dia a cada um a liberdade e o reino 
— Na concha na flor no homem e no fruto 
Se nada adoecer a própria forma é justa 
E no todo se integra como palavra em verso 
Sei que seria possível construir a forma justa 
De uma cidade humana que fosse 
Fiel à perfeição do universo 

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco 
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo 

Sophia de Mello Breyner Andresen, em "O Nome das Coisas"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Chico Buarque

Chico Buarque faz hoje 70 anos. PARABÉNS!
Aqui, um pouco mais novo, com o também enorme Milton Nascimento.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ai, Portugal, Portugal...

Dia 16 de junho, Salvador-Brasil:


Tradução livre: Alemanha vence 4-0 Portugal, tripla de Müller, simplesmente bom!
Deutscher 4:0-Sieg über Portugal: Dreifach Müller, einfach gut!
http://www.spiegel.de/

A diferença! Merkel versus ministro da presidência do nosso (des)governo!
Jubel über das 2:0 von Mats Hummel: Beim furiosen WM-Auftakt hielt es Merkel...
http://www.spiegel.de/

E depois do jogo, a chanceler esteve no balneário...e os nossos desgovernados onde estiveram?

Nach dem Spiel twitterte Regierungssprecher Seibert dann noch dieses...
http://www.spiegel.de/


E então? Na democracia da UE é parecido: "The Democratic Deficit: Europeans Vote, Merkel Decides, By SPIEGEL Staff"


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Variações

A 13 de Junho de 1984 partiu António Variações, tinha apenas 39 anos. Um canto-autor português, de imagem extravagante, mas de enorme talento e muito à frente do seu tempo, como as suas músicas facilmente provam. Ilustro o seu génio com uma versão interpretada pelo projecto Humanos:



Neste dia de Santo António de Lisboa assinalam-se partidas de outras distintas figuras portuguesas do meio artístico e político, como sejam, Vasco Santana, Hermínia Silva, Al Berto, Eugénio de Andrade, Álvaro Cunhal, mas também neste dia chegaram Fernando Pessoa ou a pintora Vieira da Silva.

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Golpe...de Estado Palaciano"

Hoje é Dia de Portugal! 
Na reflexão do"dia da raça!", percorreram a minha memória algumas ideias trocadas com amigos, creio que por altura do final do consolado Sócrates; lembro-me de termos alinhado pelo sentido que o descalabro desse (des)governo iria levar-nos ao chamado "golpe palaciano" de alteração (sem revisão) da CRP, motivado em parte pela intervenção externa da troika. Passados três a quatro anos, uma maioria, um governo, um presidente e a inexistência prática do maior partido da oposição foram a pouco e pouco alterando a aplicação e interpretação da CRP com reflexos bastante negativos, a que não foram alheios, inclusive, os próprios Acórdãos produzidos pelo TC, isto apesar do lamechismo dos governantes e seus apoiantes em torno das dificuldades em governar com esta CRP, construindo, dessa forma, a ideia da necessidade imperiosa de uma profunda transformação constitucional, mais "musculada" está claro!  
A crónica na Antena 1(última página), de ontem, por Diana Andringa  é exemplar na leitura acertada destes últimos dias. Aqui se reproduz:

"Incapaz de compreender todo o alcance da lesão de Cristiano Ronaldo – pesem embora os muitos minutos, se não horas, de televisão que lhe são dedicados – optei por leitura mais leve, embora eventualmente subversiva: a da Constituição da República Portuguesa.
Não que me queira arrogar a capacidade de sustentar intensas discussões jurídicas sobre o tema. Mas tenho por bom conselho, em tempos de acesa discussão, retornar às fontes. Uma vez que o primeiro-ministro considerou que os juízes do Palácio Ratton deveriam ser sujeitos a maior escrutínio, teria eu, por distracção, passado em claro alguma mudança do método de escolha dos juízes do Tribunal Constitucional? Mas não, lá está, na alínea h do artigo 163: dez dos seus 13 elementos são eleitos por maioria de dois terços da Assembleia da República e, na alínea 1 do artigo 222, que os restantes três são cooptados pelos eleitos. Pergunto-me se o primeiro-ministro passaria pelo mesmo crivo...
A leitura da Constituição permitiu-me ver também, no artigo 13, o Princípio da Igualdade e o artigo 19 a garantir que «os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de emergência, declarados na forma prevista na Constituição» – o que me parece que, apesar da crise, da troika, do ar grave do primeiro-ministro e do seu vice e, até, da lesão de Cristiano Ronaldo, não aconteceu.
O que aconteceu, sim, foi que se cumpriu o desejo de Sá Carneiro de uma maioria, um Governo e um Presidente e, entre os três, se tem vindo a gizar algo com que o antigo primeiro-ministro não terá sonhado – a sabotagem das bases do Estado Constitucional, limitando os direitos e garantias dos cidadãos, pondo em causa órgãos e princípios constitucionalmente consagrados, numa espécie de golpe de Estado palaciano sob a forma continuada.
Escrevendo no Jornal de Notícias, há cerca de um ano, sobre a resposta do Governo a outro «chumbo» do Constitucional, o jurista Pedro Bacelar de Vasconcelos falou mesmo de «terrorismo administrativo e financeiro». Por parte do Governo, entenda-se.
Voltando às fontes: aconselho Malaparte, Técnica do Golpe de Estado."

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia Mundial do Ambiente





Criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, celebra-se hoje, 5 de Junho, o Dia Mundial do Ambiente. Este ano as celebrações desenvolvem-se em torno do tema, "Eleve a sua voz, não o nível do mar", o qual pretende, por um lado, em relação às alterações climáticas, alertar a população mundial para os desafios enfrentados pelos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, e por outro, apelar à participação activa de todos os cidadãos, face a desafios ambientais globais.

Mais informação aqui no sítio internacional do Dia Mundial do Ambiente, ou em Agência Portuguesa do Ambiente.