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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Onde pára o Equinócio?

A vertigem do tempo que vivemos coloca-nos, a cada momento, perante barreiras, buracos, incertezas, desafios, medos...dificuldades acrescidas ou, tão só, a necessidade de compreensão das dimensões do tempo. Até o clima não ajuda. Equilíbrios, procuram-se!

As vozes, essas deixam-nos tantas vezes perplexos, até ainda mais confusos!


Neste quase Outono de um tempo estranho, só uma escolha musical apropriada, pela mão sempre certeira de Nuno Serra (Ladrões de Bicicletas):

We're sailing on a strange boat, heading for a strange shore
We're sailing on a strange sea, blown by a strange wind
We're living in a strange time, working for a strange goal


Waterboys, ao vivo, em 2000, em Colónia, na Alemanha

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"...entre o bem e o mal vai a distância de um banco..."

Como será o desfecho da história do BES? previsivelmente com falências, cortes, desemprego, mais impostos, etc, tudo a bem da nação e a favor do bom contribuinte e contra o mau. Tudo visto, o elo mais fraco é que sofre!
Autor: Luís Afonso (retirado do blogue http://griloescrevente.blogspot.pt/)
Neste marasmo de opiniões comentaristas de idiotas pseudo gestores, economistas e outros que tais, sobressaem inevitavelmente os humoristas, que nos vão dizendo as verdades e com piada, mesmo que por vezes nos doa. Na excelência da sua escrita, João Quadros mostra-nos isso mesmo: 

"Como estão os estimados leitores? Espero que bem; porque entre o bem e o mal vai a distância de um banco. Comecei as férias como um reles mortal, e acabei como dono disto tudo. Agora sim, estou a viver acima das minhas possibilidades: eu não quero ser dono do antigo BES...
...Enquanto eu, com postura de PM, apanhava sol na praia, a situação teve desenvolvimentos. Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, veio garantir que não havia perigo de falência porque o "BES está sólido" e "tem uma almofada financeira que garante a estabilidade do banco". O mesmo Carlos, mais tarde, viria confessar que estava a vigiar um banco de esperma que, afinal, era só condicionador para cabelo.
José Gomes Ferreira, o homem com um programa de governo, veio sossegar os espíritos e afirmou, na SIC Notícias, que o BES estava sólido e que se ele tivesse dinheiro investia tudo em acções do BES (estavam a 0,45 nesse dia). Foi pena não o ter feito e é pena que ainda tenha emprego. O meu quentinho é pensar que a malta que compra o livro do José Gomes Ferreira é bem capaz de ter seguido o conselho e ter gasto tudo em acções do BES. Aquele casal que foi à FNAC, de propósito, para pedir um autógrafo ao Zé Gomes, anda agora a ver se o encontra para lhe dar uma tareia porque seguiu o conselho do mestre e investiu as poupanças da filha em acções do BES...
...Seja como for, não arriscando, vou pôr o meu dinheiro todo no Espírito Santo mau, porque os bons acabam sempre por ser comidos."

 Ler o artigo completo aqui: João Quadros_opiniao