quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Zé faz-nos falta!

Emocionalmente tristes, mas sem dramas, hoje estamos todos a olhar o céu, a ver o Zé que também era Pedro.
O Zé era (é) um rock star português, era "um gajo porreiro", "um fixe" como todos dizem, de grande generosidade, educado, agregador, simples no trato, que respeitava cada um como a si próprio, um grande músico, profundo conhecedor da música no mundo e um eterno divulgador de bandas nacionais; um Homem de elevada autoestima, mas de compromissos com os outros, por isso nunca deixou "cair" os Xutos.
O Zé Pedro era "um ser humano de dimensão excecional", que derrubou barreiras e atalhou muitos caminhos; mas o Zé era tudo isso e muito mais, era um ícone de uma geração que cresceu em liberdade, a quem não exigimos nada, apenas que fosse o Zé Pedro com a sua energia e aquele sorriso arrebatador.
A nossa estrela rock maior partiu, depois de remar, remar até à exaustão! o Zé vai fazer-nos muita falta, mas a sua luz brilhará!




sábado, 25 de novembro de 2017

A tragédia das cheias de 1967

Faz esta noite 50 anos (Novembro de 1967), na noite de 25 para 26 abateu-se sobre a região de Lisboa uma tempestade de chuva torrencial. Em alguns locais do distrito, a água chegou a concentrar-se num volume de 170 litros por metro quadrado, e na estação meteorológica da Gago Coutinho, em Lisboa, foram registados 115,6 mm de precipitação num período de apenas 24 horas (cerca de 22% da média anual). O ano até tinha sido relativamente seco e ninguém esperava que a chuva que começou a cair com maior intensidade ao princípio daquela noite fria desembocasse numa tragédia apenas comparável ao Terramoto de 1755. A chuva que caiu sem parar e intensamente durante algumas horas teve origem numa depressão que percorreu todo o Vale do Tejo, afetando tragicamente os concelhos de Loures e de Vila Franca de Xira, mas também Odivelas, Oeiras, Cascais, Lisboa, Arruda ou Alenquer. Milhares de pessoas ficaram desalojadas, inúmeras habitações ficaram destruídas e, diz-se, mais de 700 pessoas terão perdido a vida. Só a povoação de Quintas, próximo de Castanheira do Ribatejo, perdeu 100 dos seus 156 habitantes. Os dados oficiais apontaram para mais de quatrocentas vítimas mortais, mas certamente que o número de mortos foi mais elevado, porque a censura da ditadura de Salazar não deixou passar a verdade e fez com que os jornais parassem de contar os mortos quando a contabilidade passou as primeiras centenas. O que essa noite inequivocamente mostrou foram as condições miseráveis em que viviam grande parte dos portugueses que haviam migrado do interior para a região de Lisboa em procura de melhores condições de vida. Com o êxodo rural do final dos anos 50 e inicio dos 60 do século passado, a região não estava preparada para receber tanta gente, que pacificamente invadiu a periferia da capital, ocupando leitos de cheia, fixando-se em barracas construídas nas margens de ribeiras e rios. Na verdade os portugueses pagavam a primeira grande fatura do abandono dos campos, mas passados 50 anos continuamos a pagar faturas dessa desertificação, agora no interior do país com o drama dos incêndios rurais.
Ficam aqui alguns apontamentos sobre esse momento trágico que definitivamente mudou a perceção de muitos portugueses em relação ao seu país e ao regime que então (des)governava Portugal.





sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Não é fácil!

Vê-los partir dói, a sofrer ainda mais. O sofrimento humano, em qualquer momento, causa-me sempre muita "aflição", muito mais antes da partida, na maioria das vezes mais do que anunciada.
Para um "não crente" compreender a partida pode ser ainda mais difícil, porque nunca sabe muito bem porquê! e quando essa tristeza bate à nossa porta, quando perdermos um dos nossos, então encontramos uma espécie de turbilhão que nos envolve e não nos quer largar!

* em memória de duas figuras públicas que partiram muito cedo ("rapazes quase da minha idade!"), hoje o jornalista Pedro Rolo Duarte e ontem o actor João Ricardo.

Sexta feira negra:tudo pela metade do dobro!

fonte: http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/
Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=6643566318

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

09.11.17 depois de 09.11.09

O tempo é cruel e amargo ao mesmo tempo! afasta-nos da realidade bonita que não queremos apagar, mas também nos deixa uma amargura difícil de curar sobre as memórias dolorosas! 


terça-feira, 7 de novembro de 2017

07.11.17


"Se o homem é formado pelas circunstâncias, é necessário formar as circunstâncias humanamente."
K. Marx e F. Engels
A Sagrada Família