sexta-feira, 25 de março de 2016
quinta-feira, 24 de março de 2016
Johan Cruijff, ou porque gosto de futebol
Porque gosto de futebol?
Talvez a razão maior seja esta: ainda
de tenra idade vi a magia de um jogador fenomenal, de outra galáxia, o eterno
número 14, Johan Cruijff (1947-2016); irreverente, por vezes polémico, mas com um
talento invulgar que o coloca no topo dos maiores futebolistas de todos os
tempos; a bola nos seus pés era feliz, nunca se cansava; não era um 7, não era um 8, ou um 10, um 9 ou um 11, era simplesmente o 14; como treinador criou um estilo que vingou em especial no Barcelona e, em parte, no Ajax; soube sempre olhar para a formação e para o público; uma figura à frente do seu tempo, como futebolista ou treinador; partiu hoje, com
quase 69 anos e uma vida cheia...de futebol.
Se hoje "olhassem mais a simplicidade e a beleza do seu futebol", certamente tudo neste desporto seria diferente, acredito que para bem melhor!
A capa de amanhã do L'Équipe diz tudo...
terça-feira, 22 de março de 2016
22 de Março, Dia Mundial da Água
Assinala-se hoje, o dia Mundial da Água, sob o lema “melhor água, melhores empregos”, a edição deste ano centra-se nas relações entre a água e a actividade produtiva, num mundo onde 1.5 mil milhões de pessoas trabalham em áreas relacionadas com a captação e distribuição de água.
Para além de um sítio oficial, foi lançado pela ONU uma plataforma interactiva, com vários recursos pedagógicos, que permite explorar as várias profissões em torno deste recurso fundamental, assim como alguns dos problemas associados à sua utilização.
A propósito deste dia continua a válido o post do ano passado sobre os problemas da água.
segunda-feira, 21 de março de 2016
21 de Março
Há 50 anos as noticias eram estas no então Diário de Lisboa, e que chatice, nem uma nota de rodapé sobre a minha vinda ao mundo!
O Dia Internacional das Florestas celebra-se a 21 de
Março com especial atenção para a sensibilização das diversas populações para a
importância a floresta e as árvores nos sustentam e protegem. Este ano é especialmente
dedicado ao papel fundamental das florestas no abastecimento do nosso planeta
com água doce, que é essencial à vida. Note-se que “as bacias hidrográficas e as zonas húmidas florestadas fornecem 75% da
água doce acessível do mundo e que cerca de um terço das maiores cidades do
mundo obtém uma quantidade significativa da sua água potável diretamente de áreas
protegidas florestadas.”
As florestas são filtros de água naturais e se outra
razão houvesse, essa era suficiente para serem protegidas. Por outro lado, não devemos
esquecer que as alterações climáticas estão a influenciar a disponibilidade dos
recursos hídricos.
Aqui podemos ver como as florestas
contribuem para satisfazer a nossa necessidade de água.
O Dia Mundial da Poesia também se celebra hoje, com José Régio:
Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
domingo, 20 de março de 2016
A Primavera começou
Hoje, 20 de Março, ocorreu o Equinócio da
Primavera, precisamente pelas 04h30m, ou seja, nesse instante começou
a Primavera no Hemisfério Norte, a qual prolongar-se-à até ao próximo Solstício (por
92,79 dias) que ocorre no dia 20 de Junho às 23h34m.
“Equinócio: instante em que o Sol, no
seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de
origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com
o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite).
Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual
duração, tal é a ideia que permeia a sociedade.” Fonte: http://oal.ul.pt/equinocio-da-primavera-2016/
sábado, 19 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Namoro
E hoje uma belíssima música,
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse, ela tinha
um sorriso luminoso tão triste tão gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista
nas acácias floridas, na fímbria do mar
Sua pele macia era sumauma
sua pele macia, cheirando a rosas
seus seios laranja, laranja do Loje
eu mandei-lhe essa carta
e ela não disse que não
Mandei-lhe um cartão
que o amigo maninho tipografou
"por ti sofre o meu coração"
num canto "sim", noutro canto "não"
e ela o canto do "não" dobrou
Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete
pedindo e rogando de joelhos na chão
pela Senhora do Cabo, pela Sta Efigénia
me desse a ventura do seu namoro
e ela disse que não
Mandei à Vó Xica, quimbanda da fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço bem forte e seguro
e dele nascesse um amor como o meu
e o feitiço falhou
Andei barbado, sujo e descalço
como um monangamba procuraram por mim
não viu, não viu, não viu o Benjamim
e perdido me deram no morro da Samba
Para me distrair levaram-me ao baile
do Sr. Januário, mas ela lá estava
num canto a rir, contando o meu caso
às moças mais lindas do bairro operário
Tocaram a rumba e dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu
e a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olheia nos olhos, sorriu para mim
pedi-lhe um beijo, la la la la la
e ela disse que sim
e ela disse que sim
e com letra bonita eu disse, ela tinha
um sorriso luminoso tão triste tão gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista
nas acácias floridas, na fímbria do mar
Sua pele macia era sumauma
sua pele macia, cheirando a rosas
seus seios laranja, laranja do Loje
eu mandei-lhe essa carta
e ela não disse que não
Mandei-lhe um cartão
que o amigo maninho tipografou
"por ti sofre o meu coração"
num canto "sim", noutro canto "não"
e ela o canto do "não" dobrou
Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete
pedindo e rogando de joelhos na chão
pela Senhora do Cabo, pela Sta Efigénia
me desse a ventura do seu namoro
e ela disse que não
Mandei à Vó Xica, quimbanda da fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço bem forte e seguro
e dele nascesse um amor como o meu
e o feitiço falhou
Andei barbado, sujo e descalço
como um monangamba procuraram por mim
não viu, não viu, não viu o Benjamim
e perdido me deram no morro da Samba
Para me distrair levaram-me ao baile
do Sr. Januário, mas ela lá estava
num canto a rir, contando o meu caso
às moças mais lindas do bairro operário
Tocaram a rumba e dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu
e a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olheia nos olhos, sorriu para mim
pedi-lhe um beijo, la la la la la
e ela disse que sim
e ela disse que sim
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